A RUA DAS HORTAS EXISTE MESMO. FICA SITUADA EM MOURA, NO BAIRRO DO SETE E MEIO.
ESTE BLOGUE É O DIÁRIO DE BORDO DA HORTA COMUNITÁRIA AÍ EXISTENTE. INICIALMENTE ASSOCIADA A UM PROJECTO DE FORMAÇÃO PARA PÚBLICOS DESFAVORECIDOS, COMO ESPAÇO DA COMPONENTE TECNOLÓGICA DO CURSO, A HORTA ENCONTRA-SE AGORA NUMA SEGUNDA FASE. NESTE MOMENTO, ACOLHE ALGUNS DOS FORMANDOS QUE MOSTRARAM VONTADE EM PROSSEGUIR A ACTIVIDADE PARA A QUAL FORAM CAPACITADOS E ESTÁ ABERTA A OUTROS INTERESSADOS EM ACEDER AOS RESTANTES TALHÕES DEIXADOS LIVRES. UNS E OUTROS SÃO RESPONSÁVEIS PELA GESTÃO COMUNITÁRIA DA HORTA, MEDIANTE A OBSERVÂNCIA DE UM REGULAMENTO E CONTRATO DE UTILIZAÇÃO. ESTE PROJECTO CONTA COM A ORGANIZAÇÃO DA ADCMOURA EM PARCERIA COM A CÂMARA MUNICIPAL DE MOURA, NÚCLEO LOCAL DE INSERÇÃO DA SEGURANÇA SOCIAL, EQUIPA TÉCNICA DE ACOMPANHAMENTO FAMILIAR PROTOCOLO DE MOURA E CENTRO DE EMPREGO DE MOURA. TAL COMO ATÉ AQUI, ESTE É TAMBÉM O ESPAÇO PARA FALAR DE REGENERAÇÃO URBANA, AGRICULTURA BIOLÓGICA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E SOLIDÁRIO.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Quinta, horta ou quinchoso?

Que designação ou classificação atribuir ao nosso cercado hortícola e pomífero? Quinta, horta ou quinchoso? Salvo melhor opinião, entre a grandeza da quinta e a exiguidade do quinchoso, é "horta" que melhor lhe assenta, apesar de também ser velada, numa das estremas, por um bom muro de alvenaria próprio das quintas. 


"Quinta, horta ou quinchoso - Por qualquer destes nomes se designa o cercado hortícola e pomífero, que produz hortaliças e frutas para consumo do monte. Se a sua área e valor é grande, ou para melhor dizer, se contém pomares de vulto como laranjais, ameixiais, etc., e se são velados por bons muros de alvenaria chama-se-lhe quinta. Se porém o seu todo é pequeno, ou se mesmo grande, mas que não esteja povoado de muito arvoredo frutífero, e se sobretudo a vedação se reduz a uns simples valados, denomina-se horta. No revestimento das sebes empregam-se as piteiras, figueiras-da-índia, canas, silvas, etc. Quando o hortejo se reduz a proporções mínimas toma o nome de quinchoso."
José da Silva Picão, Através dos Campos - usos e costumes agrícolo-alentejanos, Publicações Dom Quixote, 1983, pp. 38-39 (obra publicada originalmente em 1903 e reeditada em 1947).

Neste primeiro dia de Agosto, mês em que as regas continuam a ser o trabalho mais importante na horta, em que se arranca a batata que estiver feita e com a rama seca e se colhem sementes para guardar, de ervilha, fava, cenoura, beterraba e couve, apresentamos um breve retrato do Estado desta Nação:


Muitas e boas cebolas para comer e chorar por mais


Aqui temos uma leira de beringelas que dá gosto ver


Espinafres para esparregados e para guardar a semente


Um batatal frondoso e florido que promete uma boa colheita


O carnudo tomate coração-de-boi 


Courgettes fritas, recheadas ou grelhadas?


Beldroegas que já deram para muitas e deliciosas sopas


Feijão-verde para comer cru ou na sopa, neste caso com um ramo de segurelha


Pimentos dando um ar da sua graça


Alfaces e beterrabas para a salada


Mais alfaces, frescas e viçosas


Tomateiros carregados de coração-de-boi


Criadeiro com várias qualidades de couve para uso dos utilizadores e das utilizadoras da horta

domingo, 22 de julho de 2012

Gaspacho servido dentro de momentos

Verão rima com tomate e simplicidade na hora de preparar o repasto. Rima com saladas, gaspachos, tomatadas e outros exemplos de comidas frugais, leves, aromáticas e refrescantes da cozinha mediterrânica, cuja preparação está perfeitamente ao alcance de qualquer mortal que pretenda, de quando em vez,  puxar dos galões culinários  e fazer um brilharete junto de convidados ou convidadas especiais. Afinal, não é o povo que diz que "no tempo dos tomateiros não há ruins cozinheiros"? Ou numa outra versão recordada por Orlando Ribeiro, no seu Mediterrâneo - Ambiente e Tradição, mais dada a segundas leituras susceptíveis de fazerem corar algumas belfas que nem tomates maduros: "no tempo do tomate todas as cozinheiras são boas".
Sugestionados por tudo isto, por apetites estimulados pelo clima e que não seria muito arriscado o desafio culinário a que nos propunhamos, decidimos no outro dia rumar até à horta em busca de meia dúzia de tomates maduros para esta receita de gaspacho à moda alentejana:
"Numa terrina pisam-se os alhos, tomate pelado e flor de sal. Acrescenta-se o azeite, a água, o vinagre e o pimento e o pepino picados. Rectifica-se o sal. Na hora de servir, deita-se dentro do preparado pão cortado aos cubinhos e orégãos a gosto. Pode-se juntar cubos de gelo. Acompanha com peixe frito". (Aromas e Sabores - Comidas de Mértola - recolha realizada por alunos, professores e funcionários da Escola C+S de Mértola e coordenada por Nádia Torres, 1997).
Pois bem, foi como se todo o gelo do gaspacho tivesse desabado em cima de nós: nem seis, nem cinco, nem um só tomate viemos encontrar em condições. Logo agora que o gaspacho se tinha imposto como escolha definitiva de um almoço em que pretendíamos surpreender. Afinal, tomates muito bonitos e bem formados, mas...todos ainda pintados de verde! Isto é, sem aquele rubor característico dado pelo licopeno*. 




O sr. António, um dos mais recentes zeladores da nossa horta e que nunca ouviu falar do licopeno, apareceu logo em nosso socorro tentando limitar os danos da situação com os seus vastos conhecimentos em matéria de desponta* e capação* de tomateiros, pepineiros, meloeiros e afins. Competências à espera de acreditações a que tem igualmente direito, que utilizou com sucesso em toda a sua vida de hortelão para apressar o amadurecimento dos respectivos frutos e garantir melhores colheitas, e que agora tinham o efeito de compensar em parte a nossa desilusão.          


"-Todos estes olhinhos são cortos, está a ver?, para o tomateiro não se pôr com tanto viço e para o tomate ser mai grado e ficar maduro num instante. Deixe passar uns dez a quinze dias e pode ficar descansado que já tem tomates para o seu capacho".


Resignados - que remédio! -, demos tempo ao tempo e deixámos o sol e os truques do sr. António fazerem o seu curso. Finalmente, ontem fomos à horta para constatar, como São Tomé, que os tomates estão quase no ponto. Mal pode esperar esta sede de gaspacho com sabores e aromas da horta, porque o Verão não é eterno e porque há que aproveitar bem os momentos que sabem pela vida.  
_________________________
*Licopeno - é um caratenóide antioxidante, de que o tomate é a melhor fonte, que garante a sua cor vermelha, e que, quando absorvido pelo organismo, ajuda a impedir e a reparar os danos causados  às células pelos radicais livres, retardando o envelhecimento e actuando na prevenção de diferentes tipos de cancro, entre os quais o da próstata.

*Capação do tomateiro - designa a operação em que se retiram pequenos rebentos axiais (ladrões) que existem entre as folhas e o tronco central do tomateiro. Estes rebentos, porque consomem bastante seiva, limitam o desenvolvimento e amadurecimento dos tomates.

*Desponta do tomateiro - designa a operação, a realizar quando o tomateiro tiver produzido 6 ou 7 ramos com tomates, em que se corta o topo ou a extremidade da planta para parar o seu crescimento. Este tipo de poda ajuda a produzir tomates de boa qualidade, evitando, pelo contrário, a profusão de frutos de baixa qualidade e amadurecimento tardio. 

sexta-feira, 29 de junho de 2012

O coro das rãs

Por estes dias de calor abrasador, em que só apetece dar folga a enxadas e ancinhos e ficar a gozar o fresco da sombra da figueira (embora digam que é doentia; mas, à falta de bananeiras, é a que se pode arranjar), as rãs-verdes que vivem na periferia do tanque podem ser uma fonte suplementar de inspiração para quem optar por encanar a perna, de preferência com siesta, e entregar-se a um estado total de dolce far niente. Além de trabalharem para o bronze, lançam-se à água à nossa passagem (que remédio!) para banhos retemperadores e encenam até a sua "natação obrigatória" (título de um tema muito sugestivo da mítica Banda do Casaco) nos fundos lodosos do charco, se nos demorarmos à sua beira. Fora estes picos de actividade, em terra ou boiando por entre caules submersos de poejo e agrião, as rãs esperam apenas que a comida passe à frente das suas bocarras insaciáveis: insectos, aranhas, minhocas e caracóis são a sua perdição, cujo controlo as torna de enorme utilidade na horta. Os machos dão-se ainda ao trabalho de coaxarem freneticamente, noite e dia, por uma boa causa e de a perseguirem até à exaustão. Olímpico esforço coroado com um escaldante amplexo axilar que prenuncia a renovação da espécie. Uf! Aqui chegados depois deste afã e para sermos rigorosos, encanar a perna à rã só mesmo no inverno, durante o período de hibernação.

Coro das Rãs

Mais  forte ainda
será nossa voz, se jamais
em dias soalheiros
saltámos no meio da galanga
e do junco, gozando o nosso canto
entre mergulhos sem fim,
ou se, fugindo à chuva de Zeus, no fundo da água entoámos
coros variados de dança,
ao som do rebentar das bolhas.

(Aristófanes, As Rãs, 241-249 , traduzido do grego por Maria Helena da Rocha Pereira, Hélade - Antologia da Cultura Grega, 1ª ed. 1959)



Parte do charco onde vivem as nossas rãs-verdes  


O charco, à saída do tanque


Uma rã temerária  (Foto: Ricardo Desirat)

terça-feira, 12 de junho de 2012

O fascínio das PAM

Ocupando as bordaduras dos talhões ou o talude que divide as parcelas, são elas as guardiãs da nossa horta. À primeira vista, parecem um tanto ou quanto deslocadas de um cenário que nos habituámos a associar a pimenteiros, tomateiros, cebolas e alfaces. Mas olhando com atenção, facilmente nos convencemos da importância das plantas aromáticas e medicinais (PAM) para a prosperidade de lugares como este. Usando com inteligência as suas flores chamejantes repletas de néctar e as suas fragrâncias irresistíveis que rescendem a cânfora ou a menta, este tipo de plantas é responsável por trazer até à horta uma diversidade de insectos úteis que, atraídos por promessas de alimento, acabam involuntariamente por transportar grãos de pólen presos aos seus corpos e deste modo assegurar a fecundação, quer das próprias plantas aromáticas, quer, por exemplo, dos tomateiros, que por esta altura exibem as suas flores amarelas. Além disso, os aromas que atraem insectos bem-vindos à horta servem ao mesmo tempo para repelir outros indesejados, como as lagartas da couve ou uma série imensa de afídeos. É graças a estas plantas aliadas que se vem registando, por exemplo, um aumento da população de abelhas e a diminuição drástica de borboletas da couve desde que iniciámos o projecto da rua das hortas. Por isso, sempre que é possível, concentramos as nossas energias no adensamento da vegetação do talude, plantando mais e mais aromáticas. Da nossa colecção, ainda pouca extensa, constam as espécies que se seguem.        

Hissopo (Hyssopus officinalis
Está como peixe na água neste solo neutro a ligeiramente alcalino, com boa drenagem e exposição solar. Esta planta vivaz, que dura apenas 5 anos, é muito usada em consociações (afasta por exemplo a borboleta-da-couve e atrai as abelhas, contribuindo para a polinização). Consta que as suas flores azuis-escuras melhoram e muito as saladas e, em infusão, aliviam brônquios congestionados. Esta planta é oriunda de semente produzida em modo de produção biodinâmica pela empresa holandesa De Bolster.  

Tomilho-limão (Thymus x citriodora)
É uma planta híbrida cujo aroma inconfundível confirma o nome vernáculo da espécie. Os nossos exemplares apresentam folhas verdes, mas há variedades com folhas amarelas ou brancas. As suas flores, brancas ou ligeiramente rosadas, são um festim para vários tipos de abelhas que, nesta altura do ano, trabalham com afinco na colheita de néctar. Adaptou-se lindamente ao solo bem drenado e ao talude soalheiro da horta. Faz uma óptima infusão e maravilhas quando utilizado em aromaterapia para combater asma e outros problemas respiratórios. A maior parte dos exemplares veio dos viveiros do Monte do Menir.

Manjerona  (Origanum majorana)
Coisa que não falta na horta são locais soalheiros e solos bem drenados não demasiadamente ácidos, uma fórmula de que depende o êxito da nossa manjerona. Temo-la em diferentes sítios, pois é excelente a repelir todo o tipo de pragas e dizem até que melhora o sabor dos legumes, plantada entre filas ou na bordadura dos talhões. Todos os exemplares existentes vieram do Cantinho das Aromáticas.  

Salva (Salvia officinalis)
É uma planta que reclama terrenos com muita luz e de preferência calcários. As folhas, de textura  aveludada, têm larga utilização, embora se devam colher antes da floração para evitar o gosto forte a tanino. As flores roxo-azuladas, com as pétalas em forma de lábio (daí pertencerem à família das Labiadas,) dão uma excelente pista de aterragem para vários tipos de insectos úteis. Pelo contrário, exalam um forte aroma nada agradável aos sentidos das traças. Da vasta lista de aplicações na medicina, conta-se o tratamento de dores de garganta, má digestão, problemas hormonais e estímulo do cérebro. É também frequente o seu emprego em pastas dentífricas. Já na cozinha, é conhecida a sua fama na aromatização de vinagres e licores. As plantas existentes na horta são oriundas de sementes produzidas em modo de produção biodinâmica pela empresa holandesa De Bolster.  

Tomilho bela-luz (Thymus mastichina)
Também conhecida por sal-puro ou manjerona-brava, esta planta só se encontra na Península Ibérica, o que a torna um endemismo deste extremo sudoeste da Europa. Apesar disso, é um dos tomilhos menos conhecidos entre nós, embora dos mais extraordinários devido à riqueza dos seus óleos essenciais, igualmente bons a espantar insectos prescindíveis, e por se tratar de um recurso genético raro. Como o seu nome indica, é um substituto do sal, com a vantagem de ser aromatizado, e um recurso a ter em conta em casos de constipação e gripe. Na horta só temos (ainda) um pé desta planta, originalmente proveniente de uma estaca colhida junto às margens do rio Ardila, onde é relativamente abundante, e a sua adaptação está a decorrer lindamente.  
 
Segurelha-de-Inverno (Satureja montana)
Ao contrário da Satureja hortensis (Segurelha-de-Verão), a Satureja montana é uma planta 
perene, com um sabor picante. Acompanha muito bem guisados de carne e pratos de feijão. É imprescindível numa sopa de feijão-verde e opera milagres ao repelir pragas indesejáveis. Este exemplar é sucedâneo de uma planta criada no Cantinho das Aromáticas. 

Poejo (Mentha pulegium)
Embora existindo espontâneo junto à vala colectora de água que transborda do tanque, só conseguimos transplantá-lo uma vez com sucesso. A polegona é o composto essencial mais presente na planta, servindo para afastar pulgas (daí a designação científica desta menta) e outro tipo de insectos nocivos. É tido igualmente como um excelente formicida (os resultados melhoram se se esfregar as folhas nos locais infestados). Fervendo as suas folhas com figos e juntando, no final, mel ao preparado, obtém-se um belíssimo xarope para a tosse. Isto para não falar do licor de poejo, o licor de eleição do nosso Alentejo. 

Santolina (Santolina chamaecyparissus)
Aprecia sobretudo solos pouco ricos em nutrientes e bem drenados. As suas folhas prateadas exalam um aroma limonado que funciona muito bem como repelente de um grande número de insectos indesejáveis. As suas folhas esmagadas e friccionadas são eficazes no tratamento de picadas de insectos.  

Alfazema (Lavandula angustifolia)
Prefere terrenos férteis com boa drenagem e elevada exposição solar. É um bom repelente de mosquitos, melgas e moscas. Em contrapartida, as suas flores em espiga atraem abelhas e outros insectos melíferos. O seu óleo essencial é utilizado no tratamento de picadas, queimaduras, cortes e, como calmante, na água do banho. 

Alecrim (Rosmarinus officinalis
Um solo bem drenado e sem acidez e locais soalheiros como os que existem na horta, e o alecrim tem tudo para se tornar uma sebe viçosa e viscosa de óleos essenciais, altamente dissuasores de pragas e apetecíveis aos insectos aliados do hortelão. Esta é espécie mais presente na nossa horta.

Tomilho-vulgar (Thymus vulgaris)
É a espécie de tomilho mais representada na horta, onde encontra boas condições para prosperar. Neste momento, as suas flores repletas de néctar são um dos pastos preferidos de abelhas melíferas e outro tipo de insectos. Os tomilhos, de um modo geral, entram no tempero de vários pratos, com destaque para os de caça, ajudando a digestão e a decompor gorduras. Todos os exemplares existentes na horta vieram do Monte do Menir.  

Orégão (Origanum vulgare)
Solos bem drenados e óptima exposição solar eis a receita para conseguir orégãos saudáveis. É aliás o sol que contribui para impregnar as folhas desta planta de óleos essenciais ricos em timol, cuja fragrância atrai abelhas e pequenas borboletas coloridas. Os nossos exemplares surgem consociados com as culturas típicas da horta, de modo a facilitarem a sua fertilização. É uma das plantas obrigatórias na cozinha do Alentejo, sempre à mão ora para temperar azeitonas ora para aromatizar um pratinho de caracóis.  

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Um ovo de Colombo chamado PROVE



Como previsto, antes de ontem decorreu em Moura a entrega simbólica dos primeiros quatro cabazes PROVE, uma iniciativa promovida pela ADCMoura e incluída no programa da XII edição da Olivomoura. No fecho do certame foram recolhidas mais doze inscrições de consumidores, o que significa que se atingiu metade do número mínimo de aderentes para tornar possível esta nova forma de comercialização em Moura, que, esperamos, se traduza num significativo contributo para a economia de proximidade e o desenvolvimento local das populações. Cada cabaz entregue continha os seguintes produtos agrícolas da região, acabados de colher e cem por cento biológicos: molho de beldroegas, favas, ervilhas, laranjas, molho de coentros, molho de nabiças, cebolas, tomates, alface, molho de espargos do campo e embalagem de azeitonas aromatizadas com oregãos e cascas de laranja. Ao todo, dez quilos de produtos que o consumidor adquire por dez euros, com a vantagem da receita reverter na íntegra para o produtor, sem intermediários de permeio. Muito em breve, quando estiver constituído o núcleo inicial de consumidores PROVE de Moura, será divulgada a lista de produtos disponíveis para entrega. Nessa altura, o consumidor só terá de assinalar os produtos que não deseja receber e indicar a regularidade com que pretende levantar o cabaz: semanalmente, quinzenalmente ou mensalmente. As entregas serão feitas no Mercado Municipal de Moura, às sextas-feiras. E há mais: neste sistema, os produtores estão totalmente abertos para receber, nas suas explorações, os consumidores que quiserem ver com os próprios olhos como são produzidos os seus alimentos, fortalecendo-se desta forma laços de compromisso e amizade entre quem produz e quem consome. 
Para os que ainda não estão convencidos ou que contactaram só agora com a metodologia PROVE, deixamos estes testemunhos eloquentes publicados na respectiva brochura de divulgação, disponível em http://www.prove.com.pt/files/PROVE_Brochura_Definitiva.pdf :
"Os produtos do supermercado não têm a mesma qualidade. Estes produtos são o regresso à nossa infância na medida em que nos fazem lembrar aqueles sabores antigos" (Consumidora PROVE);
"Desde que aderi ao PROVE percebo a importância de conhecer as pessoas que todas as semanas produzem os alimentos que dou à minha família." (Consumidora PROVE)
"Até o nível de conservação dos produtos é melhor, duram muito mais tempo no frigorífico, têm outra aparência, outro sabor, não têm comparação com os do supermercado." (Consumidor PROVE);
"O futuro dos territórios rurais passa pela multifuncionalidade de produtos e serviços que têm para oferecer, assim como pela capacidade das pessoas para empreender e desenvolver. As populações rurais têm que sentir o desenvolvimento do seu território como um processo interno feito e executado por elas." (Técnica de Desenvolvimento Local)




sábado, 12 de maio de 2012

A horta vai à Olivomoura

A nossa horta está na Olivomoura à procura de novos/as hortelões/horteloas.   



HORTA COMUNITÁRIA DE MOURA
uma horta à mão de semear
quer produzir os seus alimentos?
quer poupar dinheiro?
quer praticar uma actividade anti-stress?
quer ser amigo/a do ambiente?
quer saber mais sobre agricultura?
quer ter uma horta e lançar a semente à terra?
Se respondeu Sim, então é a pessoa indicada para pertencer à Horta Comunitária de Moura.
Situada no Bairro do Sete e Meio, na rua das Hortas, a Horta disponibiliza:
· 12 talhões individuais de cerca de 35 m2 cada
· Áreas comuns de que todos usufruem e todos cuidam
· Abrigo de ferramentas e as próprias ferramentas
· Pilha de composto
· Tanque e equipamento de rega
. Regulamento de funcionamento e Acordo de utilização
. Formação técnica sobre temas agrícolas diversos.

Deixe a sua Inscrição na ADCMoura ou envie os seus dados por e-mail, referindo
que pretende ser Beneficiário/a da HORTA)
Organização: ADCMoura
Travessa da Misericórdia 4, 1º, 7860-072 Moura
T 285254931 adcmoura@adcmoura.pt www.adcmoura.pt
+ info | www.ruadashortas.blogspot.com

sexta-feira, 11 de maio de 2012

PROVE é cá da terra

Tem lugar hoje em Moura, no Pavilhão 2 da Olivomoura, pelas 19.00, a entrega do primeiro cabaz PROVE - Promover e Vender, numa acção da ADCMoura - Associação para o Desenvolvimento do Concelho de Moura, em colaboração com a ADREPES - Associação para o Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal, e que conta com a participação de produtores e consumidores aderentes. Este projecto insere-se no Plano de Acção "Regeneração Urbana do Centro Histórico de Moura" (Regulamento Política de Cidades - Parcerias para a Regeneração Urbana).  


PROVE
é cá da terra
quer receber um cabaz da horta personalizado?
com hortaliças, legumes e frutos da época
sempre frescos e de superior valor nutritivo
cultivados na região de Moura, em pequenas explorações
através de práticas tradicionais e amigas do ambiente
e, já agora, a um preço justo
Inscreva-se como consumidor/a
e (com)PROVE por si próprio/a.
+ vantagens:
Pode dispensar os produtos de que não gosta.
Pode receber o seu cabaz de acordo com
a periodicidade que mais lhe convém.
Pode visitar as hortas dos/as produtores/as
do Núcleo PROVE de Moura.
Compre local, PROVE por 10 razões:
1. Coma com qualidade
2. Compre apenas o que precisa
3. Pague o preço justo dos produtos agrícolas
4. Reduza os impactos ambientais
5. Tenha melhor serviço
6. Invista na sua comunidade
7. Fortaleça a economia local
8. Crie postos de trabalho
9. Estimule a prosperidade local
10. Preserve a identidade local


Deixe a sua Inscrição na ADCMoura ou envie os seus dados por e-mail, referindo
que pretende ser Consumidor/a do PROVE)
Organização: ADCMoura
Travessa da Misericórdia 4, 1º, 7860-072 Moura
T 285254931 adcmoura@adcmoura.pt www.adcmoura.pt
MAIS INFO www.adcmoura.pt/prove; www.prove.com.pt